Remember: The Tower of Druaga

Olá novamente á todos os frequentadores aqui do Retro Journey, hoje gostaria de relembrar com vocês um game que eu particularmente gostava muito, um tanto quanto desconhecido por aqui mas que ainda assim merece ser destacado por suas qualidades e também dificuldade. Em uma época onde games que possibilitavam explorar dungeons complexos e recheados de inimigos gerados com a melhor qualidade HD como o recente The Elder Scrolls V: Skyrim não existiam, The Tower of Druaga era um dos games que te deixava mais próximo disso e era igualmente recompensador para quem o jogasse. Então coloque aquela sua armadura dourada e se prepare para conheçer mais sobre este game, ou simplesmente relembrar comigo desta verdadeira pérola!

É isso mesmo "Namcot"

É isso mesmo “Namcot”

Lançado para um jurássico Arcade da Namco ( detalhe que a versão caseira utilizava o nome da divisão para consoles da empresa, Namcot ) que usava o Hardware de Super Pac-Man em 1984, e porteriormente recebendo uma versão caseira para MSX e Famicom, The Tower of Druaga tinha uma jogabilidade estilo “visão aérea” que lembrava o primeiro game da série The Legend of Zelda lançado algum tempo depois, porém a exploração do game se limitava apenas á dungeons sem conter áreas em céu aberto.
A estória assim como na grande maioria dos games da época não passava de um pretexto para lançar os jogadores logo ao ponto, no comando do cavaleiro Gilgamesh ( não confundir com aquele Gilgamesh… ) o jogador tinha que adentrar a torre que dá nome ao game e vagar pos seus 60 ( isso mesmo SESSENTA! ) andares em busca de sua amada princesa Ki que estava em posse do malvado ( Mwahahaha!!! ) Druaga! Pronto, era isso e o jogador já estava pronto para a tortura diversão dentro da torre que seria uma das mais desgraçadas de todo o universo retrogamer!

Como todo vilão que se preze, Druaga mostra que é mal raptando a princesa e tirando a paz de todo mundo!

Como todo vilão que se preze, Druaga mostra que é mal raptando a princesa e tirando a paz de todo mundo!

Vestindo sua nada chamativa armadura dourada o espirante a cavaleiro do zodiaco heróico Gilgamesh adentra a torre, armado apenas com sua fiel espada e com um escudo que pode ser usado para se defender de ataques mágicos, ambos óbviamente dourados para combinar com o conjunto comprado em alguma loja de grife do reino pertencente á Sir. Clodovius IV, afinal Gilgamesh é um ( Uí! ) príncipe.
A jogabilidade é simples, segurando o botão de ação Gilgamesh ( ou Príncipe Gilgamesh se você for da ralé ) empunha sua espada que é usada para atacar os inimigos ( jura? ) soltando o botão de ação empunha-se o escudo que é usado para bloquear ataques mágicos á longa distância, ao começar pode parecer uma boa idéia andar por ai sempre armado empunhando sua espada ( epa…saiu estranho isso ) porém mais adiante conforme o jogador avançar pelos andares da torre e alguns inimigos que usam ataques mágicos forem surgindo e a necessidade de usar mais o escudo também, isso se torna uma opção arriscada tendo em vista que o tempo para trocar entre espada e escudo apesar de curtissimo interfere bastante e acaba atrapalhando.

Os slimes como sempre cumprindo seu papel de saco de pancadas de inicio de RPG.

Os slimes como sempre cumprindo seu papel de saco de pancadas de inicio de RPG.

O esquema de jogo é bem simples, todo andar da torre é gerado aleatoriamente, os primeiros são bem pequenos e com inimigos simples como Slimes, todo andar contém uma chave que deve ser encontrada dentro de um curto limite de tempo e que serve para abrir a porta que dá saída para o próximo andar e assim por diante, já deu pra notar que o game é um tanto repetitivo não é mesmo? Porém ele tem lá seus segredos! Cada andar contém um ítem escondido que só aparece após o jogador cumprir um “objetivo” misterioso naquele andar, por exemplo a primeira sala contém um baú que dá uma picareta que pode ser usada para quebrar uma parede do labirinto á cada andar, este baú por sua vez só aparece quando o jogador derrota três slimes. Conforme o game avança e os andares e inimigos vão ficando piores e mais complicados os objetivos também, como por exemplo passar sobre um pedaço especifico daquele andar ou caminhar sobre a saída antes de ter recolhido a chave, como esses objetivos nunca são ditos ao jogador encontrar os ítens escondidos se torna uma missão quase impossivel, o que deixa o jogo AINDA mais complicado já que muitos destes ítens são quase que necessários para alguns desafios encontrados em certos andares, por exemplo em uma parte avançada da torre surge um inimigo invisivel que lança magias, é terrivelmente dificil localizar e se defender ou ainda pior derrotar estes inimigos se não tiver encontrado um ítem que permite ao jogador justamente ver inimigos invisiveis. Fora isso muitos outros obstáculos vão surgindo, como se já não bastasse os labirintos ficarem cada vez maiores e os inimigos mais dificeis ainda á coisas como salas escuras!
Alguns ítens são bem úteis, outros quase que essenciais e também tem aqueles que são obrigatórios! Por exemplo se o jogador conseguir subir todo o caminho até o último andar, mas não ter encontrado o tal Blue Crystal Rod, Druaga não irá aparecer, o que força o jogador á voltar algumas salas atrás ( Sir Arthur manda lembranças! ).

Abaixo da tela do game é possivel ver alguns dos ítens tão úteis para se aventurar pela torre!

Abaixo da tela do game é possivel ver alguns dos ítens tão úteis para se aventurar pela torre!

The Tower of Druaga não é um game fácil, apesar de ser bem simples e de passar a falsa impressão de amigável nos primeiros andares da torre, é notável sua enorme dificuldade conforme se avança mais e mais dentro da mesma. É sem dúvidas um game divertido porém também enjoativo e até mesmo frustrante para aquelas pessoas que não conseguirem capturar o espirito do jogo, mas para aqueles que tiverem paciência de avançar aos poucos e descobrir os segredos por trás de cada andar da torre será um game bastante recompensador, já que ele exige que o jogador o domine completamente.
Hoje em dia em uma época onde os emuladores estão disponiveis em quase que qualquer aparelho e os famigerados save states existem é um bom jogo para dar aquela jogadinha de pouco em pouco. Se você for do tipo retrogamer mais hardcore e que gosta de explorar calabouços recheados de inimigos, armadilhas e segredos de uma maneira mais “pura” ficará feliz em saber que The Tower of Druaga também foi lançado para o Virtual Console do Nintendo Wii e também em uma coletânea chamada Namco Museum para Nintendo DS, esta última por sí contém uma enorme mão na roda já que a tela de baixo do portátil exibe o objetivo a ser cumprido para que o baú contendo o ítem daquele andar apareça tornando o game jogável até mesmo para aquele seu vizinho criado a leite com pêra pela avó .

E ai, vai encarar?

E ai, vai encarar?

Curiosidades

The Tower of Druaga conta com uma popularidade bem grande no japão, o que lhe rendeu vários remakes ou versões diferentes para Game Boy e até mesmo celulares japoneses, e também uma aparição surpresa como um mini game no grandioso RPG exclusivo para Nintendo GameCube Baten Kaitos.

The Tower of Druaga fazendo uma pontinha em Baten Kaitos

The Tower of Druaga fazendo uma pontinha em Baten Kaitos

Em 2008 um anime foi lançado no japão chamado de Tower of Druaga: the Aegis of Uruk, é facilmente encontrado com legendas pela internet e consegue a proeza de ser um dos únicos animes baseados em um Arcade do arco da velha que ainda assim contém uma história interessante sem deixar de mostrar várias referências ao universo do jogo, fora que é recheado de fanservice. Mas sem dúvidas o mais interessante de tudo é um game online ( os famosos MMO ) baseado no anime, o jogo conta com quatro classes distintas e o objetivo ainda é o de sempre subir a torre até o andar 60 e derrotar Druaga só que agora com a ajuda de outros jogadores em tempo real! Infelizmente se a idéia lhe agradou pode ir tirando o cavalo da chuva pois o game foi lançado apenas no japão e aparentemente ficará por lá mesmo.
Deu para notar que mesmo diferente do modo como começou, Tower of Druaga ainda se mantém firme e forte no japão, quanto a mim prefiro continuar com o original dos Arcades/NES mesmo…e espero que tenham gostado de relembrar comigo de mais este verdadeiro clássico!

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8 respostas para Remember: The Tower of Druaga

  1. Kid x_fire disse:

    E ae Tiago tudo blz? Cara a primeira vista o visual desse game me lembrou um pouco o primeiro Gautled só que mais desafiador na primeira oportunidade que tiver vou joga-lo. Parabens pelo seu blog ta cada dia mais show

    • Tiago Steel disse:

      Opa Marcelo, tranquilo velho?
      Pô realmente Tower of Druaga lembra um pouco Gauntlet pelo esquema dos dungeons e tal…mas é bem…BEEEM mais calmo, Gauntlet é forrado de inimigos, Druaga tem uma jogabilidadezinha mais criativa com o uso de ítens e tal, é um bom game jogue-o sim, você não vai se arrepender! Um abraço.

  2. que coincidência, Tiago. ontem mesmo pensei em baixa-lo, pois achei Tower of Druaga um nome bacana. e você me mostra tudo isso? carambolas e tem até anime dele, um jogo tão simples…graças a você e ao que vi no anime, sou obrigado a zera-lo. deixa zerar o Athena(aquele game com a Athena Asamiya) aqui que já vou experimenta-lo.

    • Tiago Steel disse:

      E ai, Leandro beleza?
      Também acho o nome Druaga bacana! Mas não apenas o nome o game em sí também é bastante, pelo que você pôde conferir! O anime é legalzinho, não assisti todos os episódios mas sendo baseado em como você disse um game tão simples até que ele foi beem longe. Fico feliz que você tenha curtido tanto o post á ponto de querer zerar Tower of Druaga, mas te aconselho a ir devagar…por que esse game pode frustrar e muito! Boa sorte ai!

  3. Ultimecia disse:

    Eu ouvi dizer q este game se vc não pegar um item durante uma das fases é mais fácil vc re-começar ele do zero pq vc não tem como zerar sem ele +_+
    E q na época dos arcades o pessoal se reunia pra trocar os ‘mapas’ e as experiencias pra ver se alguém conseguia zerar

    • Tiago Steel disse:

      Opa, e ai Ultimecia! Então, este item é justamente o tal Blue Crystal Rod que é citado na introdução do game…esse esquema de se não tiver o item voltar pra trás é algo que o Ghosts’n Goblins usou muito bem pra frustrar a galera XD
      Muito interessante esse lance da galera trocar mapas e tal nos arcades…coisas que só existiam naquela época mesmo…hoje em dia é só procurar pelo google que qualquer “segredo” é “revelado”!
      Bom te ver comentando por aqui de novo!

  4. Cid Falcão disse:

    Cara… Chegamos até o 41º andar aqui em casa x_______x
    Lembro que a gente ficava tentando pegar a picareta pra pular os andares escuros e com dragões kkkkkkkkkkkkkk
    Ótima materia lol

    • Tiago Steel disse:

      Pois é velho, aqueles tempos eram outros, tinha que ter MUITA paciência pra encarar este game, eu joguei ele algumas vezes depois…inclusive ainda tenho aqui no meu DS, já passei pelo andar 41 MAS…não em um único dia que nem a gente fazia hahaha XD
      Com certeza tinha que bolar umas estratégias assim mesmo, tinha que saber utilizar os itens pra não se ferrar e alguns inimigos eram pé no saco demais!
      Valeu pelo comentário again!

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